segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Caminhos Abertos


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Tirem a poeira da tela e a teia de aranha do endereço, este espaço não está abandonado. Não pretendo deixá-lo nunca, é aqui que faço minhas catarses, como o nome sugere, e elas abundam!
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Acontece que em alguns momentos nossa mente fica tão confusa que é impossível se expressar com eloquência e já basta eu de confusa aqui, não quero dar nó na cabeça de ninguém.
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O mundo anda, a gente envelhece mais um ano, as pessoas mudam, as situações também, as vacas engordam e voltam a emagrecer e nesse contexto todo tem um pontinho no meio de cada mundo particular: Nós! Perdidos como baratas saídas de um esgoto recém aberto. Tentando sonhar com o futuro, viver o presente e aprender com o passado. Tentando, inutilmente, entender mentes, ler entrelinhas, manipular pessoas. No fim, esse mundinho é bastante vazio e não sobra nada nele além de nossas experiências. São muitos caminhos que temos como possibilidade, mas pior do que pegar um caminho errado é não pegar caminho algum.
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Juro que tenho ameaçado escrever desde as coisas mais simples às mais complexas, mas nada tem parecido bom o suficiente para ser exposto. Então, peço que, por favor, não desistam daqui. Ao contrário, peço que tenham paciência, pois a crise é sempre produtiva e algo de bom se resultará dessa grande confusão.
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Trilha sonora: Break The Night With Colour - Richard Ashcroft (Vocalista do The Verve)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Fotografia e Rótulos

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Há um tempo atrás, tive a oportunidade de fazer uma viagem grande. Um trabalho foi aceito num congresso na Europa e, como já tinha perdido o Latino-Americano, em Cuba, não me permiti faltar esse, mesmo indo sozinha. Quem me conhece sabe que não curto muito viagens convencionais. Além da questão de grana, prefiro viagens mais simples pra ter contato com pessoas e culturas. Talvez mochileira seja mais um dos meus rótulos.
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Um dos meus robbies preferidos é fotografia. Não tenho como investir em uma máquina maravilhosa - não tem lógica ter uma dessas e não poder usar pra não ser assaltada -, então também não invisto em cursos. Meu desafios é esse, buscar de forma amadora paisagens bonitas e aprisioná-las no papel. Até porque, minha memória é tão ruim que isso é bastante providencial (rs).
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Passei quase um mês viajando sozinha e senti muita falta (muita, muita, muita mesmo!) dos meus amigos e família. Pois é! Sou dessas, que pode estar na esquina, mas se estiver em boa companhia, estou em paz, por outro lado, não adianta estar na Europa se estiver sozinha. E quis trazer muitas recordações pra dividir com eles depois. Foi quando dei de cara com uma grande dificuldade, nenhum ajuste que eu fizesse na câmera captava a beleza que eu vivia ali. Passei alguns dias tentando e tirando muitas fotos parecidas pra tentar descobrir a melhor, e nada...
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Foi quando tive uma epifania. Nada do que eu mostrasse ou descrevesse iria fazer com que as pessoas dividissem aquilo comigo. No início, senti uma solidão infinita com essa descoberta, mas depois ela foi um tanto libertadora, pois pude perceber que não adianta tentar fazer com que as pessoas vejam as coisas da forma como você está vendo, cada um têm suas impressões, inclusive sobre você (!), e nada do que você fizer ou explicar vai mudar isso. Pode ser meio desesperadora a falta de esperança que isso pode trazer, mas, mais uma vez, vamos olhar o lado bom das coisas: já que nunca vamos ficar livres dos rótulos, o jeito é não se importar com eles e seremos mais livres sem ter que se explicar para as pessoas. Perceber que o olhar e a emoção são nossos faz com que esperemos cada vez menos das pessoas, com isso, nos decepcionamos menos e podemos nos aceitar com mais facilidade, sem limitações.
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É isso... Ouvindo More or Less do Screeming Trees

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Saudade

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Sabe como identificar que você ama alguém?
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Quando não importa a distância, a situação ou o tempo, você sorri ao lembrar da pessoa. E só esse sentimento é eterno.
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Tio Reinaldo - Meus 15 anos
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Vô Nelson - Meus 15 anos
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Vô Mario - Meus 15 Anos
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Vô Mario

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Tio Celso - 7 Anos
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Vô Nelson
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Vô Mario
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Só Por Hoje

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Por hoje, são três as piores coisas da vida:
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1. Não ter com quem dividir uma alegria;
2. Não ter com quem dividir uma cerveja;
3. Não ter com quem dividir uma tristeza.
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Já quis tanto uma coisa que chegou a ter medo?
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1. A Alegria
Desenvolvi a capacidade de olhar para fora das situações e me auto-analisar. Claro que não é tão fora assim e nem uma análise tão bem feita, mas consigo perceber algumas sutilezas das situações me colocando um pouco de lado. Fiz isso hoje na aula. Foi o último dia. Estava tensa por entregar o projeto de pesquisa e ao mesmo tempo triste por ter que ficar alguns meses longe da sala de aula, definitivamente, meu lugar favorito. Fiquei pensando em como vai ser legal o dia em que eu conquistar isso tudo. Poder fazer colocações sem sentir insegurança e buscar no olhar das pessoas o que hoje está no meu, um olhar de descoberta misturado com desespero de uma realidade social atroz.
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Fiz uma conquista hoje. Descobri que meu atual professor é marido da professora que me introduziu nesse mundo da Análise Institucional. Na verdade, eu já tinha sabido disso há mais tempo, mas não tive coragem de conversar com ele. Sei lá, podia parecer que eu estava ali por interesse, mas foi só uma feliz coincidência. O mais legal é que ela ligou pra ele logo depois e, quando ele comentou sobre mim, ela lembrou pelo meu nome! Fiquei tão feliz de ser reconhecida... Ganhei o dia! Ela realmente foi uma ótima influência pra minha formação.
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O professor comentou que no próximo semestre dará aula de Análise Institucional. Me enchi de coragem e fui cara de pau:
- Teria problema em assistir sua aula novamente?
Ele respondeu:
- Como aluna ouvinte não. Só não vai contar para quando você entrar.
- Não tem problema, professor! Eu faço novamente depois. Quero é estar em aula.
Nesse ponto pode parecer demagogia ou oportunismo ou, ainda, pra quem me conhece, mais uma insensatez, mas juro que fui sincera. É isso que eu realmente quero.
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2. A Cerveja
Como o curso estava acabando, explorei um pouco mais da boa vontade dos professores entregando um projeto que vou usar como proposta de pesquisa para tentar uma vaga ano que vem. Já venho trabalhando nele há algum tempo, mas dediquei essa semana para isso. Ontem, depois de bater cabeça, ler, reler, ler novamente alguns textos, escrever, apagar, refazer, mover parágrafos inteiros... consegui terminá-lo pouco antes da meia-noite. Ufa! Foi um alívio! Não sei se fiz o melhor trabalho, só vou saber a opinião deles em janeiro, mas fiz o melhor que podia e já posso dizer que tenho alguma coisa. Meu tema é muito extenso e delimitar é o que há de mais difícil. Tudo me parece muito interessante e imprescindível. Fui firme, restringi, cortei e acabei. Dei um urro de alegria quando salvei o bichinho pela última vez. Peguei uma cerveja pra comemorar e aliviar a pressão. Postei meu alívio na internet, era tarde... rolei no sofá até dormir.
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3. A Tristeza
Dizem que amor e ódio vivem juntos. Pra mim, a alegria e a tristeza são indissociáveis. Não sei se é uma característica que adquiri pelas vááááárias porradas que levei, mas não costumo confiar na alegria, ela é curta demais e sempre vem junto com o medo do fim. Por exemplo, a alegria de ter sido reconhecida pela professora vem acompanhada do medo, já que o professor disse que vai mostrar meu projeto pra ela.
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Minha primeira conquista profissional na Psicologia foi o estágio. Cismei que queria fazer um ano e meio de estágio pra ser monitora. Me preparei, fiz matéria do décimo período no sétimo. A coisa fluiu tão bem que passei com média 9.5, juro! Fiz amizade com a professora, que se tornou minha orientadora e depois minha amiga. No semestre seguinte, estava eu toda feliz de jaleco branco atendendo em quatro hospitais. Cheguei a chorar quando recebi a notícia porque eu só podia atender nos fins de semana, já tinha a faculdade e o trabalho, não podia conciliar.
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Aprendi muita coisa lá. Passava o domingo inteiro revezando os pacientes e familiares e depois a equipe. Me sentia recompensada por poder ajudar aquelas pessoas num momento tão crítico. Em troca, elas me ensinaram muita coisa que uso até hoje, principalmente, formas diferentes de ver as situações. Cheguei a passar um aniversário no hospital. O bolo foi dividido com um paciente que eu acompanhava e a filha descobriu que tínhamos nascido na mesma data.
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Consegui fazer o ano todo e depois virei monitora dos estagiários. Foi uma experiência bem importante, mas confesso que, mesmo sentindo falta, no final já estava cansada. É desse fim que sinto medo. É uma característica minha, não gosto de terminar as coisas. Não gosto de terminar livro, não sou boa em terminar textos, detesto despedidas. Sabe quando você está gostando muito do filme e sobem os créditos? Fica um vazio depois...
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Já quis tanto alguma coisa que chegou a ter medo?
Pois é, eu tenho medo de não conseguir. Tenho medo do projeto não ser bom. Tenho medo de, mesmo depois de estar dentro, não ser o que eu pensava. Tenho medo de não acompanhar o ritmo. Tenho medo do dinheiro acabar.
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Mesmo assim, o que eu posso fazer? Não dá mais pra voltar atrás, percebi isso antes de começar e também não é o que quero. Mas, se o que eu quero não der certo, vou ter que procurar outra coisa que eu queira e tentar até conseguir. Não falo isso por otimismo ou por uma força que, sinceramente, não tenho. Soa muito mais como conformismo. Se não der, paciência. Só espero que tenha alguém pra dividir as alegrias, as cervejas e as tristezas.
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Trilha sonora recomendada: I Want You - Beatles
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

L'Amour


Dizem que política, futebol e religião não se deve discutir. Tenho usado este espaço para falar bastante de política, já que é um assunto que me incomoda muito. A copa do mundo também foi tema recorrente e meu time, mesmo não estando em sua melhor fase, não deixou de ter seu espaço. Religião para mim é coisa íntima demais. Cada um tem suas experiências que as fazem acreditar (ou não) no que lhe convém, e, sinceramente, o que acredito é que a "re-ligação", à que se propõe o nome, é mas valiosa que qualquer doutrina. Portanto, nenhum desses temas teve diálogo restrito.
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O grande dogma até agora foi o amor. Já comentei sobre comportamente, mas não havia me atrevido a falar sobre esse sentimento tão misterioso e cheio de estereótipos. Acho que é necessário esclarecimento para escrever com certa coerência, e razão e amor são coisas antagônicas.
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Li outro dia algo do tipo "se o amor não chegou" e pensei muito na forma como o vemos. O amor romântico, como conhecemos, é tão cobiçado que nos cega para as outras formas de amor. Como viver uma vida, mesmo que breve, sem amor? Por pior que seja sua realidade, o amor nos transborda de tal forma que escolhemos pessoas, animais, objetos, lugares, sensações... Amamos tanto que o despejamos em qualquer coisa. Esses amores sempre vêm e quando o amor romântico se vai, são esses amores menos valorizados que nos fazem querer continuar, inclusive com a pessoa que amamos. Isso porque não devemos amar as pessoas de uma só maneira. Não amamos o objeto pessoa, amamos o conjunto pessoa, amamos egoísticamente a forma como ela nos faz sentir.
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Às vezes acontece de não sermos correspondidos no amor romântico e... nossa, queremos morrer!!! Mas isso é só um problema de ritmo. Vamos ser realistas? Qual a probabilidade de gostarmos da mesma pessoa que gosta da gente no mesmo momento em que os dois estão disponíveis e dispostos a ter um relacionamento? É por este índice ínfimo que recorremos à conquista que nada mais é que um jogo de poder. Parece ruim, mas não é. Só se deixa "dominar" quem quer, então, essa também é uma forma de corresponder. O amor romântico segue padrões sociais, tem formato concreto, específico e popular. É em seu nome que contratos são firmados tornando o só indigno, incompreendido. Mas o só também ama, às vezes, tanto que não se pode derramar tudo em uma pessoa só, é preciso amar tudo.
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De qualquer forma, se não se sente correspondido por um amor, faça-o crescer. Ame todas as coisas, principalmente as mais simples. Olhe para cima, deixe seus olhos passarem pelos arranha-céus e veja como o céu é bonito, observe como as plantas insistem em nascer no meio do concreto, como o cachorro mais triste na rua ainda te olha como a esperança de um carinho, como as crianças te encaram buscando um sorriso, como a pessoa de roupa estranha se arrumou toda buscando um elogio. Libere seu amor, ele é toxico, se ficar guardado pode fazer mal.
Alguns amores:
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Liberdade
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Natureza
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Amigos
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Família
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Música

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Contemporaneidade

Quino, desiludido com os rumos deste século no que diz respeito a valores e educação, deixou impresso nos cartoons o seu sentimento.
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"É importante que desde pequeno

aprenda bem como é tudo"
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Obrigada, Dayvid, por compartilhar isso!

domingo, 3 de outubro de 2010

O Rabo Alheio

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Na rua, próximo a zona eleitoral, um casal estica os braços. Tinham um folheto nas mãos.
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- Não, obrigada... e o que vocês estão fazendo e crime.
- Eles são todos bandidos.
- E vocês estão compactuando.
- Precisamos do dinheiro.
- Consigam de uma forma honesta.
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Penso muito em participação popular, é meu tema de pesquisa. Situações como essas só aumentam minha lista de inquetações. Quem somos nós para exigir honestidade se não agimos desta forma? Será que não estamos sendo representados direito? São os políticos que influenciam a população ou a população que influencia os políticos? Não somos frutos da mesma realidade opressora?
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São perguntas que me fazem pensar cada vez mais que uma revolução é necessária e que deve começar de baixo. Me refiro à uma revolução à nível molecular, como diz Guatarri, aquela que começa de dentro, transborda e contagia o próximo. Cuidar de nosso próprio comportamento antes de criticar o dos outros. A fagocitose de idéias funciona assim. Entramos em contato com uma idéia que nos afeta de alguma forma e que nos causa inquietação, revolta, alegria etc. Isso serve como alimento, gera uma energia transformadora. Essa energia é tão grande que não cabe só na gente, precisamos dividir com outras pessoas e se repete o movimento. É assim que funciona a moda, a música, a notícia... por que não funcionar para boas idéias? Idéias que possam mudar pequenas realidades. Não que o comportamento de políticos corruptos seja justificável, mas se a desilusão se transforma em desespero, por que não começamos a mudança nós mesmos? Só precisamos saber nos articular. O que me faz admirar as obras de Van Gogh e Munch é que trata-se de um conjunto de pontos diferentes que formam uma imagem.
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Conversava com meu pai hoje sobre a importância do voto. Ele ficou implicando comigo porque cumpri meu dever cívico com a camisa do Brasil. Quis mostrar meu patriotismo, minha alegria por poder votar, celebrar a democracia. As mulheres demoraram tanto para conquistar este direito que por mais de 20 anos foi negado à toda população. Tantas pessoas morreram, foram torturadas e perseguidas para que nossos direitos civis fossem recuperados que o mínimo que podemos fazer é retribuir agindo de forma consciente, esta é a oportunidade e que venha o segundo turno.